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DISCORSO
DEL PAPA AI VESCOVI BRASILIANI |
Radio
Vaticana 5 novembre 2010
Il
Papa ai vescovi brasiliani: le vocazioni sono in calo, ma
la vita religiosa non potrà mai morire perché è stata
voluta da Cristo
◊
La vita consacrata “non potrà mai morire” nella
Chiesa, perché è stato Cristo stesso a scegliere per sé
questo modo di essere nel mondo: povero, casto e
obbediente. Lo ha affermato Benedetto XVI nell’udienza
concessa questa mattina al gruppo di presuli brasiliani
della regione “Sud II”, ricevuti in visita ad
Limina. Il servizio di Alessandro De Carolis:
Quella del Papa è una rassicurazione che suona
incontrovertibile: il calo delle vocazioni,
l’invecchiamento degli Istituti non sono il segno di un
declino che porterà prima o dopo all’estinzione della
vita religiosa nella Chiesa. Semplicemente, essa non potrà
scomparire perché “ha origine con il Signore stesso che
ha scelto per sé questo modo di vivere casto, povero e
obbediente:
“A vida consagrada nunca poderá…
La vita consacrata non potrà mai morire né mancare
nella Chiesa: è stata voluta da Gesù stesso come parte
inamovibile della sua Chiesa. Di qui l'appello a un
generale impegno nella pastorale vocazionale: se la vita
consacrata è un bene di tutta la Chiesa, che riguarda
tutti, una pastorale volta a promuovere le vocazioni alla
vita consacrata deve essere un impegno sentito da tutti i
vescovi, i sacerdoti , religiosi e laici”.
Se dunque non è a rischio l’esistenza degli Istituti
religiosi, bisogna però riflettere su come la proposta di
seguire Cristo lungo la via dei consigli evangelici debba
essere curata al giorno d’oggi. Benedetto XVI si è
soffermato sul “delicato rapporto” che intercorre, ha
detto, “tra le necessità pastorali della Chiesa
particolare e la specificità carismatica di una comunità
religiosa”. E citando un passaggio di un documento
specifico del 1994, intitolato “La vita fraterna in
comunità”, ha ribadito:
“Como a comunidade religiosa não…
Come la comunità religiosa non può agire
indipendentemente o in alternativa o meno ancora contro le
direttive e la pastorale della Chiesa particolare, così
la Chiesa particolare non può disporre a suo piacimento,
secondo le sue necessità, della comunità religiosa o di
alcuni suoi membri”.
Chiarito l’equilibrio che deve regolare il rapporto
tra Chiesa locale e un Istituto religioso – e
riaffermato che ogni comunità di consacrati, di antica o
recente tradizione, “arricchisce la Chiesa di cui è
parte viva” – il Pontefice ha preso in considerazione
il nodo del rinnovamento interno che investe ogni
Congregazione. Rinnovamento, ha asserito, che “dipende
principalmente dalla formazione dei membri”:
“A capacidade formativa de um Istituto…
La capacità formativa di un Istituto, sia nella sua
fase iniziale che in quelle successive, è fondamentale
per l’intero processo di rinnovamento. Se, infatti, la
vita consacrata è in se stessa una progressiva
assimilazione dei sentimenti di Cristo, sembra evidente
che tale cammino non potrà che durare tutta l'esistenza,
per coinvolgere tutta la persona”.
Benedetto XVI ha concluso invitando i presuli
brasiliani a portare alle comunità di consacrati delle
loro diocesi “la profonda gratitudine del Papa, che
tutte e tutti ricorda nelle sue preghiere”.
DISCURSO
DO PAPA BENTO XVI
AOS PRELADOS DA CONFERÊNCIA NACIONAL
DOS BISPOS DO BRASIL (REGIONAL SUL II)
EM VISITA «AD LIMINA APOSTOLORUM»
Quinta-feira, 5
de Novembro de 2010
Venerados
Irmãos no Episcopado,
«O
Deus da esperança vos encha de toda a alegria e paz em
vossa vida de fé, para que abundeis na esperança pelo
poder do Espírito Santo» (Rm 15, 13) a fim de
guiar o vosso povo à plenitude da salvação em Cristo.
De coração saúdo a todos e cada um de vós, amados
Pastores do Regional Sul 2 em Visita ad limina
Apostolorum, e agradeço as palavras que me dirigiu o
vosso Presidente, Dom Moacyr, fazendo-se intérprete dos
sentimentos de comunhão que vos unem ao Sucessor de
Pedro. Por isso vos estou grato. Esta casa é também a
vossa: sede bem-vindos! Nela podeis experimentar a
universalidade da Igreja de Cristo que se estende até aos
extremos confins da terra.
Por
sua vez, cada uma das vossas Igrejas particulares,
queridos Bispos, é o generoso ponto de chegada de uma
missão universal, o aflorar «aqui e agora» da Igreja
universal. Neste caso, a justa relação entre «universal»
e «particular» verifica-se não quando o universal
retrocede diante do particular, mas quando o particular se
abre ao universal e se deixa atrair e valorizar por ele.
Na idéia divina, a Igreja é uma só: o Corpo de Cristo,
a Esposa do Cordeiro, a Jerusalém do Alto, esta Cidade
definitiva que seria o objetivo mais profundo da criação
querida como o lugar onde se realiza a vontade de Deus e a
terra se torna céu. Recordo-vos estes princípios, não
porque os ignoreis, mas porque nos ajudam a bem situar as
pessoas consagradas na Igreja. Com efeito, nesta, a
unidade e a pluralidade não só não se opõem mas
enriquecem-se reciprocamente na medida em que procuram a
edificação do único Corpo de Cristo, a Igreja, por meio
do «amor que une a todos na perfeição» (Cl 3,
14).
Porção
eleita do Povo de Deus, os consagrados e consagradas
lembram hoje «uma planta com muitos ramos, que assenta as
suas raízes no Evangelho e produz abundantes frutos em
cada estação da Igreja» (Exort. ap.
Vita consecrata, 5). Sendo a caridade o
primeiro fruto do Espírito (cf. Gl 5, 22) e o
maior de todos os carismas (cf. 1 Cor 12, 31), a
comunidade religiosa enriquece a Igreja de que é parte
viva, antes de tudo com o seu amor: ama a sua Igreja
particular, enriquece-a com seus carismas e abre-a a uma
dimensão mais universal. As delicadas relações entre as
exigências pastorais da Igreja particular e a
especificidade carismática da comunidade religiosa foram
tratadas pelo documento Mutuae
relationes, do qual está longe tanto a idéia de
isolamento e de independência da comunidade religiosa em
relação à Igreja particular, como a da sua prática
absorção no âmbito da Igreja particular. «Como a
comunidade religiosa não pode agir independentemente ou
como alternativa ou, menos ainda, contra as diretrizes e a
pastoral da Igreja particular, assim a Igreja particular não
pode dispor a seu bel-prazer, segundo as suas necessidades,
da comunidade religiosa ou de alguns dos seus membros»
(Doc. Vida fraterna em comunidade, 60).
Perante
a diminuição dos membros em muitos Institutos e o seu
envelhecimento, evidente em algumas partes do mundo,
muitos se interrogam se a vida consagrada seja ainda hoje
uma proposta capaz de atrair os jovens e as jovens. Bem
sabemos, queridos Bispos, que as várias Famílias
religiosas desde a vida monástica até às congregações
religiosas e sociedades de vida apostólica, desde os
institutos seculares até às novas formas de consagração
tiveram a sua origem na história, mas a vida consagrada
como tal teve origem com o próprio Senhor que escolheu
para Si esta forma de vida virgem, pobre e obediente. Por
isso a vida consagrada nunca poderá faltar nem morrer na
Igreja: foi querida pelo próprio Jesus como parcela
irremovível da sua Igreja. Daqui o apelo ao compromisso
geral na pastoral vocacional: se a vida consagrada é um
bem de toda a Igreja, algo que interessa a todos, também
a pastoral que visa promover as vocações à vida
consagrada deve ser um empenho sentido por todos: Bispos,
sacerdotes, consagrados e leigos.
Entretanto,
como afirma o decreto conciliar
Perfectae caritatis, «a conveniente renovação
dos Institutos depende sobretudo da formação dos membros»
(n. 18). Trata-se de uma afirmação fundamental para toda
a forma de vida consagrada. A capacidade formativa de um
Instituto, quer na sua fase inicial quer nas fases
sucessivas, está no centro de todo o processo de renovação.
«De fato, se a vida consagrada é, em si mesma, uma
progressiva assimilação dos sentimentos de Cristo,
resulta evidente que um tal caminho terá de durar a vida
inteira para permear toda a pessoa (...) e torná-la
semelhante ao Filho que Se entrega ao Pai pela humanidade.
Assim entendida, a formação já não é apenas um tempo
pedagógico de preparação para os votos, mas representa
um modo teológico de pensar a própria vida consagrada,
que em si mesma é uma formação jamais terminada, uma
participação na ação do Pai que, através do Espírito
plasma no coração os sentimentos do Filho» (Instr. Partir
de Cristo, 15).
Pelo
modo que considerardes mais oportuno, venerados Irmãos,
fazei chegar às vossas comunidades de consagrados e
consagradas, independentemente do serviço claustral ou
apostólico que estão desempenhando, a viva gratidão do
Papa que de todas e todos se recorda nas suas orações,
lembrando em especial os idosos e doentes, quantos
atravessam momentos de crise e de solidão, quem sofre e
se sente confuso e também os jovens e as jovens que hoje
batem à porta das suas Casas e pedem para se entregar a
Jesus Cristo na radicalidade do Evangelho. Agora,
invocando o celeste patrocínio de Maria, modelo perfeito
de consagração a Cristo, confirmo-vos mais uma vez a
minha estima fraterna e concedo-vos, extensiva a todos os
fiéis confiados aos vossos cuidados pastorais, uma
propiciadora Bênção Apostólica.
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