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MESSAGGIO
PER LA CAMPAGNA DI FRATERNITA' IN BRASILE |
Radio Vaticana,
9 marzo 2011
Messaggio
del Papa per la Campagna di Fraternità in Brasile: per
salvare la creazione, l’uomo riconosca di essere
creatura
Bisogna
cambiare mentalità e atteggiamenti per una vera
salvaguardia del creato: questo l’appello del Papa nel
suo messaggio alla Chiesa cattolica in Brasile che oggi,
in occasione dell’inizio della Quaresima, lancia
l’annuale “Campagna della Fraternità”. L’evento
di quest’anno si svolge sul tema “Fraternità e vita
nel Pianeta” e riflette su un brano della Lettera di San
Paolo ai Romani: “La Creazione geme nei dolori del
parto”. Obiettivo della Campagna è di sensibilizzare
sulle conseguenze del riscaldamento globale e dei
cambiamenti climatici sulle popolazioni del Pianeta, in
particolare sulle comunità più povere e vulnerabili. Il
servizio di Sergio Centofanti:
“Il primo passo per un corretto rapporto con il mondo
che ci circonda – afferma il Papa – è il
riconoscimento da parte dell'uomo della sua condizione di
creatura: l'uomo non è Dio, ma sua immagine” e, in
quanto tale, è chiamato ad essere “più sensibile alla
presenza di Dio in ciò che lo circonda”. Infatti,
prosegue Benedetto XVI, “in tutte le creature, e
specialmente nella persona umana, esiste una certa
epifania di Dio”. Così, "chi sa riconoscere nel
cosmo i riflessi del volto invisibile del Creatore, è
portato ad avere maggiore amore per tutte le
creature". Ma di fronte alla creazione che “geme
nelle doglie del parto", anche a causa dei “danni
causati dall'egoismo umano” – sottolinea il messaggio
– occorre “un cambiamento di mentalità e di
atteggiamenti”. Innanzitutto, “l'obbligo di prendersi
cura dell'ambiente è un imperativo che nasce dalla
consapevolezza che Dio affida la sua creazione all'uomo,
non perché questi eserciti su di essa un dominio
arbitrario, ma perché la custodisca come un figlio può
prendersi cura del patrimonio del padre”.
Perciò, “l'uomo sarà in grado di rispettare le
creature – scrive il Papa – nella misura in cui
coltiva nel suo spirito un senso pieno della vita; in caso
contrario, sarà portato a disprezzare se stesso e ciò
che lo circonda, a non avere rispetto per l'ambiente in
cui vive”. Per questo, conclude il messaggio, “la
prima ecologia che deve essere promossa è l’ecologia
umana”: cioè, “senza una chiara difesa della vita
umana dal concepimento alla morte naturale; senza una
difesa della famiglia fondata sul matrimonio tra un uomo e
una donna; senza una vera difesa di quanti sono esclusi ed
emarginati dalla società” e di quanti, “vittime di
catastrofi naturali”, hanno perso tutto, “mai si potrà
parlare di una vera difesa dell'ambiente”.
MESSAGGIO DEL SANTO PADRE
Ao
Venerado Irmão
DOM GERALDO LYRIO ROCHA
Arcebispo de Mariana (MG) e Presidente da CNBB
É com
viva satisfação que venho unir-me, uma vez mais, a toda
Igreja no Brasil que se propõe percorrer o itinerário
penitencial da quaresma, em preparação para a Páscoa do
Senhor Jesus, no qual se insere a Campanha da Fraternidade
cujo tema neste ano é: "Fraternidade e vida no
Planeta", pedindo a mudança de mentalidade e
atitudes para a salvaguarda da criação.
Pensando
no lema da referida Campanha, "a criação geme em
dores de parto", que faz eco às palavras de São
Paulo na sua Carta aos Romanos (8,22), podemos incluir
entre os motivos de tais gemidos o dano provocado na criação
pelo egoísmo humano. Contudo, é igualmente verdadeiro
que a "criação espera ansiosamente a revelação
dos filhos de Deus" (Rm 8,19). Assim como o
pecado destrói a criação, esta é também restaurada
quando se fazem presentes "os filhos de Deus",
cuidando do mundo para que Deus seja tudo em todos (cf. 1
Co 15, 28).
O
primeiro passo para uma reta relação com o mundo que nos
circunda é justamente o reconhecimento, da parte do homem,
da sua condição de criatura: o homem não é Deus, mas a
Sua imagem; por isso, ele deve procurar tornar-se mais
sensível à presença de Deus naquilo que está ao seu
redor: em todas as criaturas e, especialmente, na pessoa
humana há uma certa epifania de Deus. «Quem sabe
reconhecer no cosmos os reflexos do rosto invisível do
Criador, é levado a ter maior amor pelas criaturas» (Bento
XVI, Homilia na Solenidade da Santíssima Mãe de Deus,
1º-01-2010). O homem só será capaz de respeitar as
criaturas na medida em que tiver no seu espírito um
sentido pleno da vida; caso contrário, será levado a
desprezar-se a si mesmo e àquilo que o circunda, a não
ter respeito pelo ambiente em que vive, pela criação.
Por isso, a primeira ecologia a ser defendida é a
"ecologia humana" (cf. Bento XVI, Encíclica Caritas
in veritate, 51). Ou seja, sem uma clara defesa da
vida humana, desde sua concepção até a morte natural;
sem uma defesa da família baseada no matrimônio entre um
homem e uma mulher; sem uma verdadeira defesa daqueles que
são excluídos e marginalizados pela sociedade, sem
esquecer, neste contexto, daqueles que perderam tudo, vítimas
de desastres naturais, nunca se poderá falar de uma autêntica
defesa do meio-ambiente.
Recordando
que o dever de cuidar do meio-ambiente é um imperativo
que nasce da consciência de que Deus confia a Sua criação
ao homem não para que este exerça sobre ela um domínio
arbitrário, mas que a conserve e cuide como um filho
cuida da herança de seu pai, e uma grande herança Deus
confiou aos brasileiros, de bom grado envio-lhes uma
propiciadora Bênção Apostólica.
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